Busca cotidiana do ser
E aqui estou eu, sem nenhum motivo aparente, sem nenhuma
vontade de escrever. Apenas como uma forma de saber se as coisas ainda fazem
sentido ou não. Busco respostas, que talvez nunca encontre. São 7 da manhã e
ainda não dormi. Seria estranho se não fosse frequente e comum pra mim. Há
meses que não durmo direito e sinceramente, nem sei o motivo. Acho que são
tantos, que desisti de tentar entender. Na verdade, tento entender todas as
madrugadas, que mesmo com sono, fico acordada a pensar na minha vida. No que
aconteceu no que acontece diariamente (ou não acontece) e no que mais temo
acontecer.
Talvez eu ache a minha vida errada ou sei lá. Na verdade,
acho que o erro maior está em mim. Por ser sempre tão complicada. Tenho tentado
evitar as pessoas. Não sei por quê. Elas têm me cansado tão facilmente. Passo o
dia trancada no meu quarto, e pra falar a verdade, me sinto melhor assim.
Solidão é ruim, mas nada pior que estar com pessoas que não te acrescentam em
nada, ou pior, não te compreendem. Tenho me isolado completamente. Me deito às
nove da manhã e só acordo depois que o sol se pôs. Realmente não sei o que está
acontecendo comigo. É como se nada me alegrasse. Nada me fizesse feliz. Nada
fosse motivo suficiente pra acordar de manhã ou ir dormir tranquilamente.
Sempre que me deito é como se o vazio do meu peito perfurasse a minha alma, de
uma forma que meu edredom fofinho não é sozinho capaz de me consolar. Nem Deus.
Nem ninguém.
Só queria uma resposta, um ponto de paz, uma calmaria, uma
certeza de que um dia as coisas ficariam bem. De verdade. Só queria alguém que,
sozinho fosse capaz de levar minha dor embora sem me trazer novas dores. Alguém
que eu pudesse confiar completamente. Mais que a mim. Sim, porque não confio
nem em mim mesmo. Só queria um ponto de encontro. Algo que me fizesse bem de verdade. Mas nada parece fazer. Pelo menos não completamente. São tantas manias, tantos problemas, tantas pendências, tantos medos, tantas carências, tanta falta de motivação que fica difícil acreditar num amanhã mais bonito. Principalmente do jeito que o mundo está.
Sou tão egoísta, você deveria saber. Tenho me surpreendido
cada vez mais com isso. Apenas meus problemas importam, o resto do mundo “que se dane”.
E a gente não pode ser assim. Você provavelmente deve estar odiando esse texto, mas não vou escrever sobre
flores quando tudo dentro de mim no momento são espinhos. Espinhos e feridas,
mágoas de tantas coisas que passei. Cicatrizes que parecem que não se fecham.
Que Deus me ajude, se ele ainda olhar por mim. Provavelmente sim. Eu que tenho
me esquecido de olhar ao redor. Por pura preguiça, desinteresse mesmo . Sou
egocêntrica demais para me importar com alguém que não seja eu. Acho que me
importei tanto com os outros durante minha vida que agora tenho dado prioridade a mim.
Mas chega, esse texto já deve ter feito pessoas do mundo
todo não gostarem de mim. E basta as que já convivem comigo. Caro leitor, se você não gostou
do que leu, desculpe-me. Mas infelizmente sou essa mesmo. Não estou satisfeita
nem comigo mesma, como posso esperar que alguém esteja? Agora, se me dá
licença, vou fumar meu cigarro, assistir minha série preferida e dormir. Isso
é, se eu conseguir.
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