A outra eu

Há palavras que não adiantam ser guardadas, um dia criarão vida. De fato tudo que é guardado dentro de você possui um motivo para isso. Coisas bobas estão sempre na ponta da língua esperando pra serem ditas nas mais medíocres oportunidades. Pra falar de si mesmo prefiro falar na segunda pessoa, como se falasse de alguém igual a mim e na minha situação. Mas ás vezes é inevitável, como pode-se notar. Melhor um conto que um texto confessionário. Você ne disse coisas terríveis. Mas apesar da ironia, concordo com você. Cada um tem suas táticas pra esquecer. A dela era ignorar. Ignorar não só o sujeito, mas a situação, o coração, o amor, as piadas, absolutamente tudo. Ignorar a si mesmo. Se fechar tanto a ponto de não exergar os próprios sentimentos. Chegar a se distrair com as coisas mais banais para não se lembrar do que é realmente importante, mas que não vale a pena ser lembrado. Isso, claro como uma medida radical após tanta euforia e efusão e de contar coisas pra ter alguma coisa pra contar. Uma pedra é sempre uma pedra. Mas um coração pode ir de manteiga derretida ao granizo em uma mera decepção. Quem sabe eu não pudesse ter sido melhor pra você. E aqui estou eu, mais uma vez, me culpando pelos seus tantos erros. Eu sabia que ia ser difícil. Como aprender os primeiros passos. Mas continuei caminhando. Não vou dizer que não dói, porque dói. E eu queria que tivesse sido diferente, mas não se pode viver de 'se' não é verdade?
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