A magia negra da despedida.
O ruim de despedidas é que elas sempre deixam um gostinho de quero mais. Você deve estar se perguntando: Estou me despedindo de quê? A resposta é: de uma fase. Uma fase em que pude me descobrir interiormente. Pude me reinventar, sozinha. Pude entender tudo aquilo em mim. Tive a chance, vi de perto, olhei no olho de todos os meus demônios interiores. Os fantasmas que me perseguem. E por incrível que pareça, foi bom. Macabro, estranho, doloroso, mas bom. Porque foi válido. Válido pra mim, para uma redescoberta de mim mesma. Um novo olhar, sobre a pessoa que sempre pensei conhecer: Eu mesma. E estava enganada. O problema é que lutamos o quando podemos para evitar esse momento. Para evitar nos ver. Para evitar olhar no espelho e encarar os nossos próprios defeitos. Pra evitar abrir a janela e observar ao redor, o que o nosso interior está explanando. Para abrir o coração e observar a si mesmo. Temos medo, muito medo do que iremos encontrar. Medo de descobrir quem somos verdadeiramente. Não queremos nos render.
Era o que eu precisava. Tirei um tempo pra mim, uma féria dos outros e 30 dias de auto-observação. Estava acostumada com o contrário. Tinha tirado férias de mim mesma e deixava todos ao meu redor me controlarem, controlarem meu eu, minha vida. Isso estava me enlouquecendo. Eu precisava de um - longo - tempo pra mim., e tive. Arrisco a dizer, que preciso de mais. Não sei se foi o suficiente. Por que por mais egoísta e auto-suficiente que isso possa parecer: Descobri que me dou melhor sozinha. Pelo menos, parcialmente sozinha. Porque solidão mesmo ninguém quer pra si. Talvez eu esteja exagerando. Afinal todos precisam de um tempo pra si. Vai ver eu só não lembrava disso. Todos precisamos de pelo menos uma hora no dia em que fiquemos a sós - acompanhados apenas dos nossos próprios pensamentos - em silêncio, e só com o barulho da mente. Que grita a tentar nos dizer algo. Precisamos ouvir. Precisamos de uma pausa, um turn off. Sentar na lareira ou na sacada da janela e apenas levar o pensamento longe, nem que seja por alguns minutos. Para tentar nos descobrir. Ou para apenas fugir um pouco, dessa realidade tão cruel que chamamos de vida. Essa vida urgente, compromissos, horários, afazeres, problemas, que não param nunca.
No momento, me sinto mais serena. Pois tive esse tempo para mim. Mesmo que tenha sido por pouco - o que é pouco pra mim pode ser muito pra você - tempo. Me sinto mais leve, e mais certa do que eu realmente quero. Achei que estaria aproveitando mais o meu tempo se eu tivesse fazendo algo "útil." Mas qual o real significado de útil? Penso que nada mais útil que descobrir quem somos, embora essa seja uma viagem contínua, e sem fim. Precisamos desligar. Precisamos relaxar. Precisamos dormir um pouco. A magia negra de nós mesmos está lá guardada, epenas esperando para ser liberada. E ela precisa sair de nós. Caso contrário, estaremos tomados por ela. Juntamente com nossos trabalhos e nossa mania de não ver. Explodiremos ou viveremos em conflito interno. Uma escuridão que parece não ter fim. Uma dark side dentro de nós mesmos. A realidade é impagável. E a verdade, ela não precisa de nós para existir. Mas precisamos dela para viver de uma forma sincera. A verdade sobre nos é estonteante. Experimente para senti-lá.
Vejo uma nova realidade. Tenho uma nova visão. A vida é tão efêmera, e nos prendemos à bobagens. Me pergunto porque o mundo está tomado por pessoas vazias. Pessoas que não sabem aonde ir. E pior, pessoas que planejam o mal a outras pessoas. Que realidade mais cruel. E temos que aceitá-la como se fosse um bolo de chocolate, todos os dias. Acordarmos cedo, olhamos para o sol - tão malvado, nos obriga a levantar - e ainda temos que sorrir para o chefe. No momento sinto uma tensão. Entre o meu eu que redescobri nesse período. E o mundo lá fora. Tenho medo de voltar e não saber me encaixar. Não saber mais sorrir feliz na companhia de outros. Pois me acostumei a estar só. Mas não há como ensinar a si mesmo sobre viver, só aprendemos na prática, na realidade, e no convívio por mais que tentemos evitá-lo. Qualquer escolha que fazemos na vida, implica abrir mãos de outras. E isso é uma realidade, infelizmente. Nem sempre todas as decisões são simples, mas deve haver algum motivo para tudo.
Enfim, chegou a tão temida hora: A hora da despedida. The time of say Goodbye. Tenho certeza que tomos os momentos valeram a pena. Tudo que há de escuro foi liberado, então agora posso viver enfim. Me despeço juntamente com meus lápis velhos, folhas riscadas, e roupas que mofaram no guarda-roupa durante esse inverno que de tão bom, pareceu não ter fim. Caramba, porque temos que dizer Adeus a tudo aquilo que apreciamos tanto é uma pena. A dor pode ser uma coisa boa. A solidão pode viciar. E a vontade de nos descobrir vai nos tomando sem que possamos controlar. Nos seduzindo como uma esfera negra e poderosa. Acho que esses períodos foram feitos para que possamos ter fome de algo, de alguma coisa, seja lá o que for. Para que não ficamos estagnados no que sabemos de nós mesmos. Basicamente para nos fazer sentir sozinho e isso ainda ser algo bom. Para nos fazer refletir sobre todos os erros que já cometemos. Me despeço da magia negra que há em mim. Nunca quis magoar ninguém, mas me perdi algumas vezes. Mas que seja. Prometo que eu irei mais longe da próxima vez que tentar me descobrir. Me mandarei para um lugar qualquer, mesmo que incerto.
AGR
Era o que eu precisava. Tirei um tempo pra mim, uma féria dos outros e 30 dias de auto-observação. Estava acostumada com o contrário. Tinha tirado férias de mim mesma e deixava todos ao meu redor me controlarem, controlarem meu eu, minha vida. Isso estava me enlouquecendo. Eu precisava de um - longo - tempo pra mim., e tive. Arrisco a dizer, que preciso de mais. Não sei se foi o suficiente. Por que por mais egoísta e auto-suficiente que isso possa parecer: Descobri que me dou melhor sozinha. Pelo menos, parcialmente sozinha. Porque solidão mesmo ninguém quer pra si. Talvez eu esteja exagerando. Afinal todos precisam de um tempo pra si. Vai ver eu só não lembrava disso. Todos precisamos de pelo menos uma hora no dia em que fiquemos a sós - acompanhados apenas dos nossos próprios pensamentos - em silêncio, e só com o barulho da mente. Que grita a tentar nos dizer algo. Precisamos ouvir. Precisamos de uma pausa, um turn off. Sentar na lareira ou na sacada da janela e apenas levar o pensamento longe, nem que seja por alguns minutos. Para tentar nos descobrir. Ou para apenas fugir um pouco, dessa realidade tão cruel que chamamos de vida. Essa vida urgente, compromissos, horários, afazeres, problemas, que não param nunca.
No momento, me sinto mais serena. Pois tive esse tempo para mim. Mesmo que tenha sido por pouco - o que é pouco pra mim pode ser muito pra você - tempo. Me sinto mais leve, e mais certa do que eu realmente quero. Achei que estaria aproveitando mais o meu tempo se eu tivesse fazendo algo "útil." Mas qual o real significado de útil? Penso que nada mais útil que descobrir quem somos, embora essa seja uma viagem contínua, e sem fim. Precisamos desligar. Precisamos relaxar. Precisamos dormir um pouco. A magia negra de nós mesmos está lá guardada, epenas esperando para ser liberada. E ela precisa sair de nós. Caso contrário, estaremos tomados por ela. Juntamente com nossos trabalhos e nossa mania de não ver. Explodiremos ou viveremos em conflito interno. Uma escuridão que parece não ter fim. Uma dark side dentro de nós mesmos. A realidade é impagável. E a verdade, ela não precisa de nós para existir. Mas precisamos dela para viver de uma forma sincera. A verdade sobre nos é estonteante. Experimente para senti-lá.
Vejo uma nova realidade. Tenho uma nova visão. A vida é tão efêmera, e nos prendemos à bobagens. Me pergunto porque o mundo está tomado por pessoas vazias. Pessoas que não sabem aonde ir. E pior, pessoas que planejam o mal a outras pessoas. Que realidade mais cruel. E temos que aceitá-la como se fosse um bolo de chocolate, todos os dias. Acordarmos cedo, olhamos para o sol - tão malvado, nos obriga a levantar - e ainda temos que sorrir para o chefe. No momento sinto uma tensão. Entre o meu eu que redescobri nesse período. E o mundo lá fora. Tenho medo de voltar e não saber me encaixar. Não saber mais sorrir feliz na companhia de outros. Pois me acostumei a estar só. Mas não há como ensinar a si mesmo sobre viver, só aprendemos na prática, na realidade, e no convívio por mais que tentemos evitá-lo. Qualquer escolha que fazemos na vida, implica abrir mãos de outras. E isso é uma realidade, infelizmente. Nem sempre todas as decisões são simples, mas deve haver algum motivo para tudo.
Enfim, chegou a tão temida hora: A hora da despedida. The time of say Goodbye. Tenho certeza que tomos os momentos valeram a pena. Tudo que há de escuro foi liberado, então agora posso viver enfim. Me despeço juntamente com meus lápis velhos, folhas riscadas, e roupas que mofaram no guarda-roupa durante esse inverno que de tão bom, pareceu não ter fim. Caramba, porque temos que dizer Adeus a tudo aquilo que apreciamos tanto é uma pena. A dor pode ser uma coisa boa. A solidão pode viciar. E a vontade de nos descobrir vai nos tomando sem que possamos controlar. Nos seduzindo como uma esfera negra e poderosa. Acho que esses períodos foram feitos para que possamos ter fome de algo, de alguma coisa, seja lá o que for. Para que não ficamos estagnados no que sabemos de nós mesmos. Basicamente para nos fazer sentir sozinho e isso ainda ser algo bom. Para nos fazer refletir sobre todos os erros que já cometemos. Me despeço da magia negra que há em mim. Nunca quis magoar ninguém, mas me perdi algumas vezes. Mas que seja. Prometo que eu irei mais longe da próxima vez que tentar me descobrir. Me mandarei para um lugar qualquer, mesmo que incerto.
AGR

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