A paz de amar
Aqui estou eu, feito boba, pensando sobre a continuidade das coisas. Algumas continuam, outras não. A gente se apega às pessoas, é verdade. E se pararmos para prestar atenção, no decorrer da vida, nos perdemos de muitas delas. E eu não quero que seja assim com você. Eu não quero me perder de você. Se eu te amo, quero estar junto de ti. Mas acima de tudo, que estejamos felizes por estar um com o outro. Como cantou Marcelo Camelo "Paz, eu quero paz..." Eu quero estar em paz com você. Eu quero estar com você. Eu não quero que você se perca de mim. Eu não quero que você se canse de mim. Eu não quero ficar sem você, por aí perdida, fingindo que não. Infeliz, dizendo estar feliz. Uma hora ou outra irei me acostumar, mas eu não quero me acostumar. Você não entende? Não vê que o que me faz bem é estar com quem me faz feliz: você. E dói te ver tão distraído, tão cansado, tão pela metade. Eu te quero por inteiro. Só pra mim, por mais egoísta que isso possa parecer. E quero que você me queira assim também. Como sempre foi. Eu quero tudo como era, quando eu tola, reclamava. Sem saber que eu tinha o que eu queria. Que eu era feliz. Que éramos felizes. Parei de acreditar faz tempo na história "Depois da tempestade vem o arco-íris". Pudera, Papai Noel também não veio ano passado. E algumas coisas simplesmente não podem ser negadas. O nosso amor é enorme, mas muito complicado. Não adianta esperar que amanhã as coisas estejam fáceis. Que a "tempestade" irá acabar. Só nos resta esperar que o amor sobreviva, resista e não acabe. E se for verdadeiro, não irá acabar. Sinto falta de quando tudo era só sorrisos, novas descobertas, primeiras experiências. Às vezes por nos conhecermos tão bem algo parece estar diferente, se é que você me entende. Tudo está ao avesso, de cabeça para baixo. Diferente do começo. Como se a vida tivesse pregado peças, fosse uma roda-gigante ou sei lá o quê. Como se o mundo tivesse girado, o dia acabado, e o seu amor escurecido. Mas eu não desisto não. Porque amanhã tem sol de novo. E um amor como o da gente não morre. Ele enfraquece, mas sobrevive, e volta mais forte. É nisso pelo menos que eu quero acreditar.

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