A volta do que não foi


Saí do banheiro e corri para o quarto. Enxuguei o rosto, abri meus olhos e só o que pude ver foram palavras gravitadas dizendo-me nada mais do que eu já sabia. Tudo ali lembrava-me você; Talvez fosse preferível ter ficado de olhos bem fechados. A porta aberta me incomodava. Aquela doce e dolorosa espera pela sua vinda, a eterna dúvida no ar se você viria ou não, e a fria resposta. Será que algum dia você habitaria aquele local novamente? Buscava pelo seu perfume e não encontrava. Minhas unhas já tinha roído, mas você não voltava. Se eu tivesse alguma certeza de Deus que você viria. Mas eu não era Deus, e a única certeza que eu tinha, era que não estava certa de nada. Na verdade, até queria estar errada. Pois não sabia se você voltava. E ainda não sei. Porém ainda te espero. Espero poder sentir teu corpo novamente, beijar seus lábios. Você nos meus braços, me elogiando ao pé-do-ouvido como sempre fazia. De uma coisa eu tenho certeza: eu te esperaria pra sempre, mesmo que você não viesse nunca.

"Mas tome um café e fique, eu preciso ter você aqui."

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