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Mostrando postagens de julho, 2011

Guardando a arma no bolso

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Aqui estou eu, tentando me entender, tentando compreender o que dói e o que queima dentro de mim. Como um cão em busca do seu rabo. De alguém que cansou de ignorar a dor, porque de qualquer maneira,  ela continua existindo. Sim, porque dói em mim. Se pelo menos expelisse algo que valesse, mas não. Talvez eu só precisasse de um pouco de paz. Talvez um pouco de tristeza e solidão fosse necessário. Ás vezes a solidão é o melhor remédio pro coração. Mesmo que nesse momento, eu preferisse a confusão. No fundo, no fundo, a gente sabe o que é melhor pra gente. Porque na tristeza eu poderia me despedir de minhas dores. Mesmo que isso significasse me despedir de muitas outras coisas também. Mas é tão difícil, né? O melhor nunca é o mais fácil. E o caminho mais difícil geralmente não é o escolhido. Eu só preciso entender que algumas pessoas são insignigicantes demais pare terem o privilégio de serem o meus fantasmas diários.  Mas os nossos fantasmas são exclusivamente nossos. Ninguém de...

Amor em matamorfose

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Como pode? Como superar as bipolaridades de um relacionamento tão complexo? Ora nos amamos, ora nos seguramos para não nos matarmos. Eu só queria desistir, Senhor. Queria conseguir dizer "adeus" sem querer morrer. Queria dar um basta nisso. Sim, porque foi tão lindo. Mas foi, acho que não é mais. Enfrentamos tanta coisa pra ficarmos juntos - até hoje enfrentamos - mas parece que não foi o suficiente. Parece que sempre tem mais. Desisti de achar que depois da tempestade vem o arco-íris, porque essa tempestade nunca acaba. Não é calmaria nunca, e quando é, parece que são só 30 segundos de felicidade e volta tudo de novo. Brigas, desentendimentos, lágrimas (agora ausentes). Parece que não tem mais aquele friozinho na barriga. É tudo tão chato. E sabe, a vida sempre continua, longe ou perto. A verdade é que não tenho sido tratada como mereço. Não sou nenhuma princesinha, mas não sou uma bruxa. Quer ser rebelde? Vá em frente. Só não me peça pra te aplaudir por isso. Falando assim,...

A volta do que não foi

Saí do banheiro e corri para o quarto. Enxuguei o rosto, abri meus olhos e só o que pude ver foram palavras gravitadas dizendo-me nada mais do que eu já sabia. Tudo ali lembrava-me você; Talvez fosse preferível ter ficado de olhos bem fechados. A porta aberta me incomodava. Aquela doce e dolorosa espera pela sua vinda, a eterna dúvida no ar se você viria ou não, e a fria resposta. Será que algum dia você habitaria aquele local novamente? Buscava pelo seu perfume e não encontrava. Minhas unhas já tinha roído, mas você não voltava. Se eu tivesse alguma certeza de Deus que você viria. Mas eu não era Deus, e a única certeza que eu tinha, era que não estava certa de nada. Na verdade, até queria estar errada. Pois não sabia se você voltava. E ainda não sei. Porém ainda te espero. Espero poder sentir teu corpo novamente, beijar seus lábios. Você nos meus braços, me elogiando ao pé-do-ouvido como sempre fazia. De uma coisa eu tenho certeza: eu te esperaria pra sempre, mesmo que você não vie...