Qual amor é maior?

Um dia me disseram que gostar quando não se pode alcancar tal proeza, é perda de tempo e amor. Talvez seja verdade, mas quem pode parar um coração? Coração mole, coração duro, coração livre, coração enrolado.. todos eles são capazes de amar, e nem precisa de razão. Outro chamado por muitos de inconsequente me lembro bem que me falou que mesmo quando se gosta muito de alguém a presença constante pode fazer desencantar. Difícil de compreender. Afinal: você gosta, você tem. O que é que falta? Nada, é verdade. E talvez seja exatamente aí que esteja o problema. Não pense que é fácil conviver com manias, gostos, opiniões e princípios, ás vezes diferentes que os seus. Aí vem a pergunta: Quem é que gosta mais? Quem tem ou quem não tem? Que passa o tempo todo? Quem tem beijos e carinhos? Quem convive com as diferenças e ainda assim permanece? Ou quem mesmo sem nada disso? Sem mais nem esperanças.. Apenas se contentando com sorrisos, o amor ainda permanece vivo porque é falhável a tentativa de esquecer. Qual amor é maior? Qual? O amor de ter? Ou o amor de amar sem ter? Talvez sejam os dois.. porém só um sai lucrando. Será mesmo? Li uma vez que até o amor platônico, o amor não correspondido valem a pena. Não se engane em pensar que o amor de querer sem ter é inútil. Pois dele pode-se alcançar proezas valiosas. Quem ama sem ter, ama provando que o seu amor é muito maior. Que não mede limites, barreiras. E mostra que a distância sentimental não impede que o amor cresça muito. E cresca fraco, é verdade. Como uma árvore grande e doente. Tão grande, tão grande, que não é entendível como pode não ser vista. Mas que é tão fraca que não há razão de estar de pé. E se chega uma hora em que se apaga (leia-se passar corretivo), não foi falta de amor, é o coração que não aguentava mais sofrer. A maior proeza que podemos levar disso tudo, é o aprendizado. Tão importante, mas tão importante, que a gente só percebe o quanto quando a gente já tem, e passa a não entender como é que a gente vivia antes, sem ele. E quem sabe amanhã? É um outro dia. Um relacionamento pode acabar, mas tudo que você aprendeu com uma paixão mal-resolvida você vai levar pra sempre. E quem sabe? Aquele garoto que você tanto gostava, e que tinha um namoro que parecia não ter fim, um dia te procure, ao perceber que você que era realmente o melhor para ele. Aliás, pra vocês dois. Aí cabe a você decidir se vale a pena insistir em uma coisa que agora sim poderia ser chamada de relacionamento. Acredite: tudo tem seu tempo, tudo tem um porque e nada, nada mesmo é em vão. Porque Deus é tão sábio que os nossos erros são tão desenhados que nem deveriam ser chamados de erros. Afinal, são a ponte para os nossos acertos amanhã.

Ana Gabrielle Ramos.

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