7 pecados

Lágrimas nunca serão suficientes para derramar todo o vazio que há dentro de si. A falta, a ausência, a carência do identificado e do não identificado. Aquela vontade de ter o que não lhe é concedido e a curiosidade de saber porque não lhe é ofertado. Mais parece que todo o universo, os planetas e as constelações fizeram um pacto contra você. Onde todas as pessoas um dia se sentirão completas, menos você. Você não sabe o que quer da sua vida (literalmente!) e não sabe nem se ainda é cedo pra pensar sobre isso. Você está de cabeça pra baixo e pra completar, nesse vai-e-vem todo sumiu a tampa da sua panela. Talvez ela esteja brincando de pique-esconde com você. PS: ela existiu um dia? Porém entre tantos outros problemas, o pior é que. as pessoas esqueceram do amor. Parece que ninguém mais liga para o coitado, exceto você. Como diria Will.I.Am: Were is the love? As pessoas querem é se divertir, beijar na boca, e acha que pessoas são como copos-discartáveis. E que sentimentos são coisas inexistentes. Agora eu me pergunto: Qual o direito que uma pessoa tem de machucar outra? De que vale um perdão? Já que depois que um coração é partido, ele nunca se cola totalmente. E eu continuo me perguntando: O que há de errado em acreditar em destino? Qual o problema em acreditar que a vida é feita de escolhas? Qual o problema em ser clichê? Qual o problema em ter esperanças que o seu príncipe ainda virá num cavalo branco? Qual o problema em sonhar mesmo quando todas as circustâncias te mandam acordar? Afinal, a vida seria insuportável se não sonhássemos não é mesmo? Mas diante, de tanta falta de tanta coisa. Falta de amor, falta de carinho, falta de se sentir completo... sobra um pouco de egoísmo. Em pensar que enquanto você chora porque acabou o namoro de 2 semanas, do outro lado do mundo uma criança chora com fome. E o mundo. onde deveria ser um acalanto, um lugar para nos aliviarmos das trevas, nós tornamos as próprias trevas. Com tanta gula, esquecemos de compartilhar com nossos irmãos. Com tanta inveja, esquecemos de admirar o outro. Com tanta ira, esquecemos de ser pacientes com quem amamos. Com tanta preguiça esquecemos que o trabalho é onde podemos mostrar do que somos capazes. Com tanta soberba, esquecemos e o que verdadeiramente importa, é o que somos e não o que temos. Com tanta avareza, esquecemos de valorizar as coisas simples. Com tanta luxúria esquecemos de nos valorizar.

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